Dias atrás eu estava assistindo uma reprise do filme brasileiro O Homem que Copiava, dirigido por Jorge Furtado. E uma cena me inspirou a fazer este texto.
Em certo momento, o personagem André, vivido por Lázaro Ramos, que trabalha numa papelaria e desenha tiras em quadrinhos, diz a uma menina que é OPERADOR DE FOTOCOPIADORA.
E não tem nada mais corporativo que arranjar um título bonito para sua função profissional. Algo do tipo Diretor Presidente de Recursos Tecnológicos Ligados à Prospecção de Novas Metodologias em Processos. Um blá-blá-blá que na verdade não diz nada.
E a melhor resposta para esse vício é dado pelo personagem vivido por Pedro Cardoso: “Que Operador de Fotocopiadora? Você tira Xerox que eu sei…”. Infelizmente, é comum que as pessoas se deixem dominar pelo nome do cargo que ocupam, e deixem de fazer o que realmente devem (ou podem, ou conseguem).
Pense nas seguintes questões: O que você realmente faz profissionalmente? Se você não aparecesse no trabalho, o que não sairia do lugar?
Tem muita gente em agência (principalmente os estagiários) que é “forçada” a funções menos glamurosas, como pegar cafezinho, e tirar cópias de documentos. Mas no lugar de fazer algo a respeito, gastam o tempo tentando manter as aparências, e criando nomes bonitos para as cadeiras que ocupam.
Mas com certeza o melhor trecho do filme é quando ele conversa com sua paquera (que viraria sua namorada), e diante da mesmo contexto, responde: “Sou desenhistas de histórias em quadrinhos”.
Pela primeira vez ele deixava de se definir através do meio pelo qual ganhava dinheiro, e passava a considerar o que realmente gostava de fazer.
E você? É operador de fotocopiadora, tira xerox, ou é desenhista de histórias em quadrinhos?
Fonte: lucas@quetalisso.com.br/ http://casadogalo.com


09:42
Tiago Alves
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