Destaque

.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Matt Hughes vs Renzo Gracie


Matt Hughes vs Renzo GracieMatt Hughes, ex-campeão peso meio-médio (77kg) do UFC, informou no site dele que irá mesmo encarar Renzo Gracie no ano que vem. Palavras de Hughes: “No dia 10 de abril lutarei contra o Renzo no UFC Abu Dabhi. Ainda não assinei a luta e acho que o Renzo também não, mas creio que ela vai acontecer”.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Paulão Filho tenta vencer a depressão nos ringues


Paulão com o cinturão do WEC dois anos atrás


De braços erguidos no ringue do evento japonês Dream com mais uma vitória no currículo, Paulão Filho dava o primeiro passo para retornar à trilha do sucesso no MMA.

Entretanto, depois de ter batido o perigoso striker holandês Melvin Manhoef em julho no Japão, o carioca morador de Niterói só lutou mais uma vez em um evento nacional.

Paulão devia ter lutado do Dream de novo no fim de outubro, mas faltou ao evento na última hora. Oficialmente alegou que não conseguira visto japonês, mas depois revelou que a verdadeira causa de sua ausência era a depressão.

No próximo dia 12, Paulão volta aos ringues. Ele foi escalado semana passada para o Bitetti Combat 5, que acontece em Barueri, São Paulo. Encara o japonês Tatsuhiko Nishizaka, quem tem um cartel de seis vitórias, três derrotas e quatro empates.

Paulão entrou no card do Bitetti Combat depois que Pedro Rizzo acabou cortado do evento devido a uma lesão. O carioca de 31 anos insistiu para se apresentar no dia 12 pois acredita que esse é o melhor caminho para derrotar a depressão.

Com 18 vitórias e apenas uma derrota no cartel, o faixa-preta de jiu-jitsu sempre esteve entre os mais temidos pesos médios (84kg) do planeta.

Dois anos atrás, o vício em remédios para dormir levou Paulão a uma depressão que lhe perturba até hoje.

Durante esse período, Paulão perdeu o cinturão do World Extreme CageFighting para um wrestler americano infinitamente inferior a ele, o mediano Chael Sonnen.

Num bate-papo com o blog Mano a Mano, Paulão fala sobre o desejo de lutar no Dream ou no UFC em 2010. Revela que nunca se apresentou na melhor de sua condição física e psicológica, nem mesmo quando derrotou de maneira contundente o curitibano Murilo Ninja no Pride em 2006. E explica como é dura a batalha travada contra a depressão.

_____________________________________________

Blog Mano a Mano - O que você sabe sobre seu próximo oponente?
Paulão Filho - Poxa, não conheço. Infelizmente não conheço ele ainda. Não sei como ele joga. Não sei qual é o estilo dele. Sei que o cartel, é um cartel bacana, não é um cartel ruim. Enfim, eu ainda não sei nada sobre esse cara.

Quem ta ajudando no seu treinamento?
O Josuel Distak ta sempre comigo na parte de boxe. To fazendo aqui wrestling com o Rodrigo Artilheiro. E to fazendo a parte de preparação física com os alunos do Pavão, que é a turma do Alexandre Pequeno.

Essa luta de última hora num momento em que você passa por uma depressão não pode ser um tiro no pé? Caso não se apresente bem, isso não pode te abalar ainda mais até mesmo pela cobrança dos fãs por um bom desempenho seu?
É, realmente tem esse lance. Mas eu tenho Jesus nessa minha vida e o que as pessoas pensam é apenas o que elas pensam. Enfim, eu to aqui treinando, vou ganhar um dinheiro bacana, vou lutar, vou fazer o que eu gosto, que Deus me deu talento pra fazer. E se não gostarem, o que eu posso fazer? Eu faço o que eu posso. Não posso parar o meu trabalho. Se eu fosse engenheiro e só lutasse nas horas vagas, tudo bem. Mas eu vivo disso. As críticas, caso aconteçam, vão fazer que eu me esforce mais. Não que a opinião deles me interesse muito. O MMA é um esporte muito individual. Você faz a sua parte e deixa que os outros façam a deles.

Sente uma cobrança maior pela vitória por sua próxima luta ser contra um adversário ainda desconhecido?
Eu vou lá o melhor de mim. Se eu for melhor eu vou ganhar, se eu não for melhor, eu vou perder, e bola pra frente. Treinar firme e dar o melhor de mim. Depressão é uma coisa que não é fácil. Ficar dependendo de remédio para não se sentir mal é complicado. No meio do treinamento às vezes me sinto sobrecarregado ou pensando na vida. A depressão vai e volta em determinados momentos que você menos espera. Mas é assim mesmo. Já cansei de lutar ferrado, sem condições. Mas sou brasileiro, graças a Deus, e aprendi bem o jiu-jitsu. As pessoas que me conhecem reconhecem o meu esforço. Sabem como é dura a vida de atleta de MMA de nível internacional. É dor, é treino árduo, é vomitar, é lesão, é viagem de avião. É uma coisa muito complicada. Subir no ringue é o que importa, é o que faz tudo girar.

Quais os planos para 2010?
Espero que eu tenha uma melhora (falando sobre a depressão). Que eu esteja pelo menos mais estabilizado. Quero me estabilizar, porque meu humor anda oscilando muito. Às vezes to indo pra academia treinar, ai no meio do caminho não quero mais e desisto. E eu tenho que ter um bom medicamento que possa me manter focado. Quero ficar mais com a minha família. Tenho bons amigos, mas são poucos.

Você volta a lutar no Dream em 2010?
Eu só to lutando no Brasil porque é o evento do Bitetti, que é amigo meu. Mas com certeza o Dream e o UFC eu vou fazer tudo para lutar nesses eventos. Eu treinado me considero um cara duro pra qualquer um no planeta. Eu sei disso. Nunca me viram em forma. Nem na luta com o Murilo Ninja (pelo extinto Pride) me viram em forma. Eu estava um pouco abaixo de peso, tinha perdido um pouco de força, que é o meu ponto forte. Dei giro a luta toda e ganhei por pontos, mas não finalizei a luta. Nem ali, que é a luta que supostamente me colocou no meio dos tops, eu me considerei bem preparado. O foco é esse, treinar até atingir o meu máximo de rendimento.

O que você acha do nível dos atletas pesos médios do UFC?
É uma categoria dura. Tem o Anderson Silva, tem o Nate Maquardt, o Vitor Belfort, o Dan Henderson, o Demian Maia. Mas, tratando-se dos gringos, eu acho eles muito limitados. Sabem fazer o jogo deles, o que aprendem no chão, mas o jiu-jitsu tem uma gama enorme de movimentos e os brasileiros tão atingindo um nível de trocação (de socos e chutes) que ta começando a ter frente com a trocação deles. O negócio é acreditar, o negócio é investir. É trazer um cubano para ensinar boxe, trazer um russo para ensinar wrestling, trazer um bom preparador físico e se preparar ao máximo.

Algum recado em especial?
Quero agradecer meu pai e minha mãe principalmente que têm sido muito pacientes comigo. A Geovana e o Alexandre que estão me ajudando muito. E os meus amigos, o Rodrigo Artilheiro, o Pavão, que mal me conhece e já ta todo preocupado comigo e sempre me incentiva. Fizemos uma grande amizade. Quero agradecer a todos que me apóiam.


Fonte: Blog MANO A MANO

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Powered by Blogger