

Noite brasileira nos EUA: Belfort, Cigano e Rafael dos Anjos vencem
Vitor Belfort marcou seu retorno ao Ultimate em grande estilo, na vitória por nocaute técnico aos 3min02 contra Rich Franklin, no UFC 103, em Dalas, Texas. Em vez de partir para dentro, como de costume, o carioca começou a luta estudando Franklin por breves instantes até desferir chute forte de esquerda na perna do americano.
Logo em seguida, assim que Franklin chutou, Belfort catou sua perna e acertou um direto na cara de Franklin. Pronto. Estava entregue seu cartão de visitas. Dando a impressão inicial que iria de karatê para cima do americano, Belfa, no entanto, encurtou a distância e botou em ação as rápidas e ferozes mãos, bombardeando o rosto de Franklin, que não resistiu ao cruzado e caiu prostrado e de braços esticados, acusando a impossibilidade de manter-se ativo na luta.
Em entrevista ainda no octógono, Belfa não se esquivou da pergunta certeira do repórter que queria saber se ele enfrentaria ou não Anderson Silva, numa possível luta. “Sou amigo do Anderson e o admiro muito como lutador, mas sou um empregado aqui e vou enfrentar todos aqueles que colocarem na minha frente. Se Dana White quiser, eu vou lutar”, disse o atleta, que não atuava pelo UFC desde 2005, quando lutou contra Tito Ortiz. Excitado com a vitória, o faixa-preta pupilo de Carlson Gracie primeiro demonstrou sua fé. O primeiro agradecimento foi espiritual: “Jesus, eu te amo”, bradou alto no microfone, sendo aplaudido. Depois saudou a família - mulher, esposa, filhos, o pai – e o povo brasileiro.
O catarinense Júnior Cigano foi outro que saiu do UFC 103 feliz da vida após a maiúscula vitória sobre o experiente Mirko Cro Cop. No primeiro round Cigano começou tomando a iniciativa com sua mão pesada, responsável pelo inesperado nocaute em Fabrício Werdum. O croata não se intimidou e soltou seu potente chute de esquerda no alto, ao que Cigano defendeu. Seria preciso cautela. Confiante em seu boxe, Cigano fez Cro Cop recuar e acusar ter sentido a dura seqüência de socos do brasileiro, que imprimiu bem seu ritmo.
No entanto, a prova de que Cro Cop precisava ser encarado com cautela foram as marcas deixadas no rosto de Cigano. Em close, as câmeras flagraram o supercílio direito aberto esquerdo com considerável hematoma. Com a torcida do seu lado gritando seu nome, no segundo round, o croata mostrou que não seria moleza e acertou potentes socos no brasileiro colega de treinos de Minotauro e Anderson Silva. Sem se intimidar, Cigano permaneceu ativo e demonstrou ser praticamente um herói ao levar um tremendo chute ilegal de Cro Cop na região genital e não esmorecer. O golpe acidental causou dor no público masculino só em rever o replay.
No terceiro round, Cigano fez Cro Cop balançar com uma joelhada. Ao sentir que o golpe dera certo, insistiu com mais joelhadas castigando Cro Cop e levando a platéia ao delírio. Após uma seqüência de socos, o estrangeiro pôs a mão esquerda no olho e gesticulou como se reclamasse de algum golpe ilegal. Rápido impasse até o juiz perceber que se tratava de uma desistência verbal de Cro Cop. Muito feliz, Cigano se jogou de costas na lona e comemorou. Cro Cop o cumprimentou e saiu do octógono com a toalha na cabeça escondendo o rosto sem ao esperar o resultado oficial do UFC.
A noite também foi boa para Rafael dos Anjos, que lavou a alma e respirou mais aliviado após a vitória por decisão unânime contra Robert Emerson. Na corda bamba em seu contrato no UFC, o brasileiro, pupilo de Roberto Gordo, precisava vencer. A estréia com derrota no evento de Dana White e o insucesso contra Tyson Griffin, o deixara com a corda no pescoço. Bastante em forma e com gás a mil, Dos Anjos dominou os três assaltos.
Boa forma, porém, não exibiu o cearense Hermes França. Acima do peso e lento, o lutador não conseguiu surpreender Tyson Griffin, tornado-se alvo fácil do americano, que acertou um cruzado deixando o brazuka de joelhos, finalizando com um direto. Griffin partiu pra cima e castigou o rosto de França, entregue à lona aos 3min26s do R2. Com a vitória, Griffin parece encarnar o verdadeiro espírito de “assassino de brasileiros”, outrora designado a Alex Stiebling. Antes de França, sucumbiram ao americano nesta ordem: Thiago Tavares, Gleison Tibau, Marcus Aurélio e Rafael dos Anjos no UFC.
Outro que merece destaque pela qualidade técnica foi o inglês Paul Delay, que nocauteou na estréia contra o dinamarquês Martin Kampmann aos 2min31s do 1R. Delay exibiu excelente boxe e causou curiosidade no meio das lutas e boa impressão.
Confira os resultados do UFC 103:
Vitor Belfort venceu Rich Franklin por nocaute aos 3min02s 1R
Júnior Cigano venceu Cro Cop por desitência verbal aos 2mins do 3R
Tyson Griffin nocauteou Hermes França aos 3min26s do R2
Rafael Dos Anjos venceu Robert Emerson por decisão unânime
Nik Lentz venceu Rafaello Oliveira por decisão unânime
Josh Koscheck nocauteou com direto de direita Frank Trigg a 1min25s 1R
Vladimir Matyushenko venceu Igor Pokrajac por decisão unânime.
Paul Daley nocauteou Martin Kampmann aos 2min31s do 1R
Jim Miller venceu Steve Lopez por nocaute técnico aos 48s do R2
Efrain Escudero nocauteou Cole Miller aos 3min36s do R1
Tomasz Drwal finalizou Drew McFedries num mata-leão a 1min03s R2
Rick Story finalizou Brian Foster com um triângulo de mão a 1min09s do R2
Eliot Marshall venceu Jason Brilz na decisão dividida
Fonte: http://www.graciemag.com/news/51/ARTICLE/15690/2009-09-19.html
domingo, 20 de setembro de 2009
Belfort nocauteia Franklin e retorna ao UFC em grande estilo
16:08
Tiago Alves


0 comentários:
Postar um comentário